terça-feira, 6 de setembro de 2016

A ENERGIA FOTOVOLTAICA EM PROPRIEDADES RURAIS

O setor do agronegócio tem conseguido se destacar mesmo nos momentos de crise econômica. Um dos grandes segredos é justamente abraçar novas tecnologias que contribuem para o aumento da produtividade, a adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade rural, e para a inserção competitiva dos produtores rurais nos diferentes mercados consumidores.

Já há exemplos espalhados pelo Brasil de como propriedades rurais estão se beneficiando ao adotarem práticas mais econômicas e sustentáveis, como a ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA. Fazendas, independentemente do porte, geralmente contam com galpões para utilidades diversas, como estocagem de material, alimentos, maquinários e animais.

Assim muitos empreendimentos estão instalando projetos fotovoltaicos em coberturas ou em solo, contando com boa radiação solar durante o dia. Dessa forma, propriedades rurais tem um grande aliado na hora de economizar nas contas de energia.

Um sistema conectado à rede poderá atender toda a demanda de energia de uma casa ou propriedade rural, independentemente do tipo de consumo: seja ele um bombeamento não só para o consumo na residencia rural, como para matar a sede do gado em piquetes distantes de onde haja água, motores elétricos para irrigação por gotejamento ou para grandes pivôs, ordenha mecânica, iluminação de áreas de qualquer tamanho, ou aparelhos eletroeletrônicos.

O governo através do PRONAF MAIS ALIMENTOS, que é uma linha de financiamento destinada especificamente ao homem do campo, oferece a todas as propriedades rurais no Brasil, condições altamente atrativas para este investimento, tendo em vista que o prazo para pagamento deste, chega até 10 anos, com 3 anos de carência, com juros abaixo da inflação.

Se você tem uma propriedade rural e ainda não utiliza a energia solar fotovoltaica como principal fonte de energia elétrica é porque não sabe que através da resolução 482/2012, atualizada pela 687/2015 a ANEEL tornou possível que toda a energia gerada em seu imóvel, desde que o mesmo esteja conectado a rede, gera créditos a seu favor, o que torna o seu financiamento auto pagável pelo próprio sistema.

Se você não está conectado a rede, significa que ainda não tem energia elétrica em sua propriedade rural (o que é pouco provável nos dias de hoje), mas já passou da hora de sair da escuridão e ter todas as vantagens que a energia elétrica pode lhe proporcionar. Pode ser que você utilize gerador a diesel, mas conheça procure conhecer como funciona a energia solar fotovoltaica. Ela é uma fonte de energia totalmente limpa, sustentável e inesgotável. Ajude a preservar o planeta evitando a emissão de gases que provocam o esfeito estufa.

Havendo interesse em estar conhecendo mais sobre a energia solar fotovoltaica, não pense duas vezes, encaminhe e-mail para carlos.vasques@ecosolar.com.br e mande suas dúvidas que terei o maior prazer em apresentar-lhe a esta maravilhosa tecnologia.







quinta-feira, 30 de junho de 2016

COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS - Resolução Normativa 482/2012 ANEEL

Toda tecnologia ao ser lançada  tem custo alto, e a medida que vai se popularizando apresenta uma queda em seu preço. Tomemos como exemplo, o celular. Quando apareceu o primeiro telefone sem fio no Brasil, eram enormes, gastavam muita energia e além de custarem um absurdo, tinha seu uso restrito pelas autoridades. A medida que esta tecnologia foi crescendo estes aparelhos foram se tornando mais eficazes e acessíveis a todos, a ponto de termos nos dias atuais, segundo a Anatel, mais de 283,5 milhões de linhas ativas no país.

Pois é, não poderia ser diferente quanto a ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA.

Embora ela tenha surgido ainda no século XIX, quando um físico francês, Edmund Bequerel, fazia experimentos com eletrodos, durante muitas décadas, a energia proveniente do sol foi vista como uma tecnologia do futuro e cujo uso ficou restrito à pesquisas científicas. Seu custo inicial era muito elevado e previa-se que não chegaria a ser utilizada amplamente pela população.

Em 1923, os avanços fotovoltaicos não apenas fizeram Einstein ganhar seu primeiro Prêmio Nobel, mas foram responsáveis pela consolidação da energia solar como uma possibilidade cada vez mais real de geração de energia limpa.

Nos últimos anos, as vantagens econômicas passaram a figurar entre os pontos positivos dessa fonte além do benefícios sócio ambientais. O setor solar tem experimentado acentuadas quedas de preço de equipamentos, o que resultou na instalação de 39,7 MW em sistemas solares no mundo em 2011. Os sistemas solares fotovoltaicos oferecem diversas vantagens para o sistema elétrico. Quando não conectados ao sistema de distribuição, representam uma excelente alternativa para a geração de energia em comunidades isoladas que, muitas vezes, ainda utilizam o diesel, combustível extremamente poluente, como fonte de energia ou vivem no escuro.

Já quando estão conectados ao sistema de distribuição, a energia solar apresenta vantagens como redução de perdas já que a eletricidade é consumida onde é produzida e baixa emissão de gases estufa.

Na Europa, devido a falta de condições de estarem gerando cada mais energia, sem que a mesma tenha sua fonte como sendo hidrelétrica, incentivou-se a pesquisas e o uso em larga escala em fontes de energia renováveis e sustentáveis. A Alemanha teve grande parte de seu crescimento na energia fotovoltaica, subsidiada pelo governo.

No Brasil o cenário ainda é totalmente diferente, pois ainda temos hidrelétricas em construção, e água é o que ainda não falta. Em 2014, passamos no entanto por um período atípico de seca, e nos vimos forçados a gerar parte de nossa energia elétrica com usinas termoelétricas, que contribuem em muito para o efeito estufa que vem aumentando no globo.

Algo que era muito esperado como incentivo para o crescimento da energia fotovoltaica veio em 2012, através da Resolução Normativa da ANEEL de número 482, que se trata da compensação de energia. É o primeiro benefício financeiro real àqueles que, além de estarem colaborando com a preservação do planeta, possam compensar o investimento com a instalação do sistema, vindo assim ter lucro por mais um longo período.


A REN 482/2012 foi revisada pela REN 687/2015 e ficaram bem esclarecidas e regulamentadas as 4 modalidades de Geração Distriuída (GD).


  • Autoconsumo ou Autoprodução - geração e consumo no mesmo local (unidade geradora = unidade consumidora)
  • Autoconsumo Remoto - geração e consumo em locais distintos (unidade geradora e unidade consumidora sob a mesma titularidade)
  • Geração Compartilhada - geração e consumo em locais distintos, mas dentro da mesma área de concessão, representadas por um consórcio ou cooperativa (não necessariamente com o mesmo titular)
  • Múltipla Unidades - unidades consumidoras localizadas na mesma propriedade ou em áreas contíguas. Uma espécie de condomínio que possui sistema de geração para atendimento não apenas das áreas comuns, mas também proporciona rateio da energia gerada aos condôminos (neste caso não necessariamente as unidades possuem os mesmo titular).



CONHECENDO UM POUCO SOBRE A ENERGIA FOTOVOLTAICA

Se conseguíssemos aproveitar toda a energia gerada pelo sol para transformá-la em energia elétrica, a mesma seria 10 mil vezes mais do que suficiente para suprir a necessidade do planeta, é isso mesmo.

Estamos chegando aos 7 bilhões de habitantes e a radiação solar é suficiente para gerar 10 mil vezes a emergia elétrica que todos nós juntos gastaríamos num mesmo espaço de tempo. Esta fone de energia é uma fonte limpa, sustentável e inesgotável.

A energia hidrelétrica também é uma fonte limpa.de energia, e estamos tão acostumados com ela, que quando falamos em energia elétrica, é a primeira que nos vem a cabeça. Para gerá-la utilizamos a água e continuaremos utilizando-a. Mas até quando? Segundo estudos a água vai nos fazer falta um dia, muita falta, se não a nós, aos nossos filhos, netos, bisnetos, enfim às gerações futuras.

O Brasil é um país privilegiado entre outras coisas, em seu clima e geografia. Temos água em abundância e as hidrelétricas são nossa maior fonte geradora de energia elétrica. O mesmo não acontece com o resto do mundo onde faz-se necessária a queima de combustíveis fósseis que aumentam cada vez mais o efeito estufa.

Pensando-se nisto, estuda-se nos dias atuais várias fontes de energias alternativas e renováveis, sendo que a hidrelétrica (aproveitamento do potencial hidráulico dos rios para geração de energia elétrica) já tem a sua tecnologia totalmente dominada. As demais são:


  • solar (aproveitamento da energia proveniente do sol)
  • eólica (aproveitamento da energia do ar em movimento (vento))
  • marés (aproveitamento da diferença de altura das águas dos oceanos causadas pelas marés)
  • ondas (aproveitamento da energia das ondas dos oceanos)
  • biomassa (aproveitamento de matéria orgânica de diversas origens)
  • geotérmica (aproveitamento do calor das rochas do interior da terra (fontes termais, áreas vulcânicas, entre outras)
Estão em diferentes níveis de desenvolvimento técnico e econômico ao redor do mundo, sendo que alguma já estão disponíveis comercialmente, enquanto outras ainda são apenas experimentais.

O sol é inesgotável e além de nos aquecer, é o responsável por todos os tipos de geração de energia que existe no planeta. è dele que estamos falando, ele é o protagonista deste BLOG, pois é através de sua radiação que temos o efeito fotovoltaico, responsável por esta forma de geração de energia elétrica.

FORMAS COMO SÃO APROVEITADAS A ENERGIA SOLAR

TÉRMICA - Caracteriza-se pela utilização da radiação solar incidente em um corpo sob a forma de calor. Os equipamentos mais difundidos com o objetivo específico de utilizar a energia solar térmica são conhecidos como coletores solares.

FOTOVOLTAICA - Energia obtida através da conversão direta da radiação solar em eletricidade (efeito fotovoltaico. Sistema Fotovoltaico é uma fonte de potência elétrica, na qual as células fotovoltaicas transformam a radiação solar diretamente em energia elétrica.

Os sistemas fotovoltaicos podem ser implantados em qualquer localidade que tenha radiação suficiente. Sistemas fotovoltaicos não utilizam combustíveis, não possuem partes móveis, e por serem dispositivos de estado sólido, requerem menor manutenção. Durante o seu funcionamento não produzem ruído acústico ou eletromagnético, e tampouco emitem gases tóxicos ou outro tipo de poluição ambiental. A confiabilidade dos sistemas fotovoltaicos é tão alta que são utilizados em locais inóspitos como: espaço, desertos, selvas, regiões remotas, etc.

Embora o assunto mereça, não vou adentrar mais, porque ficaria por horas falando, e não é este o meu intuito. Indo ao que interessa e deixando detalhes técnicos para trás, com a radiação do sol podemos gerar além da energia térmica, a energia elétrica em dois sistemas: o CONECTADO e o ISOLADO. Estes sistemas já foram classificados pela ABNT, ver NBR 11704-2008 – Sistemas Fotovoltaicos – Classificação.

SISTEMAS ISOLADOS

Os sistemas isolados para geração de energia solar fotovoltaica são caracterizados por não se conectarem a rede elétrica. O sistema abastece diretamente aparelhos que utilizam energia elétrica e são geralmente construídos com um propósito específico. Esta solução é bastante utilizada em locais remotos, e que dependendo de estudo, é o modo mais econômico e prático de se obter energia elétrica. Exemplos de uso são sistemas de bombeamento de água, irrigação, eletrificação de cercas, geladeiras para armazenamento de vacinas, postes de luz, estações replicadoras de sinal de rádio, etc...



A energia produzida é armazenada em baterias que garantem o abastecimento em períodos sem sol. Os sistemas isolados de geração de energia solar fotovoltaica, de maneira simplificada são compostos por quatro componentes:

- Células de silício que ligadas em série formam os módulos solares
- Módulos fotovoltaicos
- Controlador de carga
- Inversores 

Baterias (estacionárias)














SISTEMAS CONECTADOS

 São sistemas gerados da mesma forma que os ISOLADOS, só que são incorporados à rede elétrica que abastece a população. Diferentes dos sistemas ISOLADOS que atendem a um propósito específico e local, estes sistemas também são capazes de abastecer a rede elétrica com a energia gerada e que não estiver sendo utilizada. Por enquanto a grande vantagem além da preservação da natureza é a financeira. Com a Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL foi criada a COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS, e com a sua primeira revisão a REN 687/2015, muito foi melhorado.
A classificação para micro geração ficou estabelecida em 75kWp e para mini geração acima de 75 kWp até 5 MWp.

Os sistemas conectados são ligados diretamente a rede elétrica pela concessionária que tem a autorização da ANEEL para distribuir energia elétrica em uma determinada região. Não há a necessidade de utilizarem baterias e controladores de carga. Isso os torna 30% mais eficiente que os isolados, e também garante que toda a energia gerada seja utilizada totalmente onde é gerada ou em outro ponto da rede. Sistemas de conexão à rede podem ser utilizados tanto para abastecer uma residência, ou injetados na rede assim como uma usina hidroelétrica ou térmica.

Para casa e empresas estes sistemas também são chamados de sistemas fotovoltaicos de auto-consumo. Se o proprietário do sistema produzir mais energia do que consome, a energia produzida fará com que o medidor "gire ao contrário" (esta forma como foi exposta é para exemplificar tendo em vista que os medidores atuais são digitais). Quando produzir menos do que consome, o medidor girará mais devagar. A concessionária irá instalar um medidor bidirecional que irá contabilizar o fluxo de energia nos dois sentidos.

Do ponto de vista os componentes de um sistema fotovoltaico CONECTADO é composto por painéis fotovoltaicos e inversores. A energia é gerada em corrente contínua e os inversores além de transformar esta corrente em alternada (aquele que é usada tradicionalmente), tem a função de sincronizar o sistema com a rede pública. Nos sistemas conectados à rede elétrica que abastece nossa cidade, quando gerarmos menos energia que consumimos, esta falta será compensada pelo mesma rede, não sendo necessário o uso de baterias.

A concessionária faz o papel de um grande banco de baterias que temos que utilizar em sistemas ISOLADOS, e para isto é cobrado um valor mesmo que não haja consumo, chamado como CUSTO DE DISPONIBILIDADE. Dependendo da classificação da instalação temos os seguintes valores: para sistemas monofásicos - 30 kWh; para os bifásicos - 50 kWh e para os trifásicos, 100 kWh por mês.